Volta às aulas e tudo mais

postado em , por Michelly de Jesus Teixeira

Oi!
Já tem um pouco mais de uma semana que as aulas voltaram na  Escola Politécnica da UFRJ e, como eu pretendo compartilhar mais sobre minha experiência na faculdade nesse período, vou começar a escrever uns posts contando o que está acontecendo.
Comentei no post do resuminho de fevereiro que inicialmente me inscrevi em 31 créditos de disciplinas, já tendo em mente que isso é bastante coisa, sendo na verdade a maior quantidade de créditos que já considerei em fazer até agora (7º período) e que eu provavelmente deveria repensar essa escolha de disciplinas.

Um dos corredores da Faculdade, tirei essa fotinha em 2014, provavelmente eu deveria tirar fotos mais legais da faculdade.
No nosso calendário da faculdade logo após o período de inscrição de disciplinas temos um período de alteração do pedido de inscrição de disciplinas, que permite que os alunos cancelem a inscrição (tranquem) caso vejam que não vai ser bom cursar a disciplina nesse período. Esse nosso prazo de alteração acaba hoje e usei as aulas até aqui para conhecer os professores, entender o plano de estudo e calendário das disciplinas e avaliar se vale a pena seguir com elas ou não.
É engraçado que, nessa fase da faculdade, às voltas às aulas trazem aquele curiosidade/ansiedade de saber quem serão os novos professores, ao invés de saber quem serão os colegas de classe, afinal os colegas de classe já são conhecidos de sempre, uma galera ou outra de outro curso, mas nada que cause muita empolgação.
Sobre os professores até agora: em geral estou com professores bem sérios e dedicados, com exceção de um que já é velho conhecido e que me causa bastante dor de cabeça e vontade de sair correndo da faculdade, mas que está aí pra testar a nossa paciência, né não?... Puxei 2 matérias de Produção (que fazem parte da minha grade), e essas matérias são muito amorzinho, fazem a gente aprender sobre organização de empresas, mercado de trabalho, finanças, economia e etc. Coisas que a gente esquece de pensar quando estamos focados em aprender muitos cálculos, muitas físicas e outras tantas matérias que nos consomem demais.
Voltando ao assunto do trancamento das disciplinas, eu escolhi sair de uma que parecia que ser até tranquila, com um professor já bem velhinho e maluquinho das ideias, mas que iria me tomar 4 horas da semana e que acho que pode ser melhor fazer em outro período. Fico então com 26 créditos e espero ter sucesso nesse desafio 💁📏📔📕📓📚💡
Visão da minha mesa de todo dia
Hoje foi um dia particularmente especial porque tivemos uma aula de Modelagem de Sistemas Dinâmicos e deu aquela sensação de "Uau, estou realmente estudando controle!!!"- Matrizes, combinações, equações diferenciais...Enfim, muita emoção 😀
Preciso ficar bem ligada com a organização do estudo das matérias, balanceando com as tarefas da IC e tudo mais, porque as matérias se acumulam muito rápido, e se bobear já fico atrasada. Isso é uma coisa que preciso evitar porque só causa estresse e ansiedade, o que são coisas que não queremos. O que eu quero (é ser feliz, andar tranquilamente... 🎵) nesse período é aprender bastante coisas novas e aprender direito, no equilíbrio e na rotina saudável 😌💜

Resuminho de Fevereiro

postado em , por Michelly de Jesus Teixeira

Fevereiro foi o meu mês de viajar pra casa e aproveitar as férias. Fiquei um pouco mais distante das tarefas da faculdade, mas mesmo assim não consegui desgrudar muito do computador. Acho que eu preciso sempre de um meio período do dia no computador pra sentir que o dia valeu e que fiz coisas úteis, embora nesse mês boa parte do meu tempo no computador tenha sido gasto com filmes e séries 😀
Passeei em alguns lugares, vi alguns parentes e comecei coisas novas. Segue o resuminho em mais detalhes pra vocês. 

Momentos 

Viajei do RJ pra Cuiabá na companhia de um casal e de uma menininha muito fofa que vieram de New Jersey para apresentar a bebê pra família. Gostei de conhecê-los. Tirei uma sefie.
Percebe-se que a qualidade da câmera frontal do meu celular é magnífica 😔
Nessa viagem percebi que não sei reconhecer os aeroportos de São Paulo, muito iguais quando estou lá dentro. 

Comemoramos o aniversário com a mãe, e já fazia 3 anos que eu não passava essa data com ela.
Visitei meus avós, e passei um tempo legal com meus primos pequenos.
Fui ao cinema, ao Sesc Arsenal e à sorveteria Nevaska algumas vezes.
 
Encontrei alguns amigos do ensino médio pra colocar os assuntos em dias, sempre gosto desses encontros.

Leituras

Esse mês li Eleanor & Park conforme escrevi em outro post, e além dele li o livro da Ana Paula Padrão - "O amor chegou tarde em minha vida". Lindo livro em que ela trata da sua carreira profissional de mulher de sucesso e de ser mulher como um todo, uma mulher que escolheu ser protagonista da própria história. É um livro bastante prático sobre questões que são desafios para as mulheres nessa década e também bastante inspirador. 
Também comecei o livro TED Talks, sobre como falar bem em público e estruturar apresentações interessantes. Esse livro tem boas ideias, vale a leitura.

Filmes e Séries 

Eu assistia Suits, e tinha parado por causa de todo o drama enjoativo do Mike Ross/Harvey, mas pela falta de séries e tempo livre, resolvi assistir a sexta temporada. Legalzinha até, mas ainda cheia de drama e dos acordos fáceis do Mike/Harvey. Me emocionei com a Jessica e a Donna. 
Comecei The 100, no Netflix, mas achei muito fraquinha e já parei. 
Grey's Anatomy eu continuo assistindo fielmente, e tá bem ok. Tô sentindo falta das crianças da Meredith já tem um tempo. Acho que a irmã dela, a Maggie Pierce é a mais chata da série do momento. 
Filmes? Uau, eu vi vários por causa do Oscar 2017.
Listinha e comentários breves:
  • Estrelas Além do Tempo: lindo, dá um orgulho enorme das mulheres maravilhosas apresentadas no filme, mas achei que romantizou muito algumas coisas sobre o racismo e a reação dos caras lá na NASA. 
  • Arrival: Interessante, gostei muito dos heptapods e da linguagem deles. Curti particularmente a forma como eles analisavam os símbolos com os softwares tipo Mathematica.  
  • La La Land: Bonitinho como achei que seria. Amo a Emma. Algumas das músicas do filme soavam tão naturais que pareciam já existir a eras, sendo que são originais do filme. 
  • Moana 💓:  Moana mudou as minhas férias, porque que filminho lindo! Me identifiquei bastante com a personagem e amei as músicas! Amo essa vibe de conexão com a natureza e respeito aos outros seres. Me lembra Avatar que é o meu filme favorito. Sinto que a trilha sonora de ambos os filmes trazem essa voz de conexão com a natureza.
  • Hacksaw Ridge: gostei muito. É um filme sobre guerra, mas gosto de pensar que é um filme cristão que deu certo. Consegue passar a mensagem de fé sendo bem razoável nos outros aspectos. 
  • Fences: gostei, é sobre a vida de pessoas simples e é um filme que emociona. Tem diálogos bem longos. 
  • Moonlight: é muito bom, ganhou o Oscar né, achei justo. 
Ter assistido Moana e gostado das músicas do filme me levou a conhecer o Lin-Manuel Miranda, que já amo, e com isso procurei e assisti o musical Hamilton (que ele criou e levou pra Broadway), e deixo as músicas do musical tocando non-stop no pc. O musical é muito bom, tem um elenco bem diverso e mostra a contribuição dos imigrantes na fundação dos Estados Unidos, me emocionei bastante no final, além de me divertir. Recomendo.

Cursos, faculdade

Estudei mais alguns tópicos sobre desenvolvimento front-end e também sobre levantamento de requisitos e testes de software. Interessante ver que muitos dos artigos sobre esses 2 últimos temas são da galera do grupo de pesquisa do qual eu fazia parte. Galera de respeito. 
Outro acontecimento acadêmico de fevereiro foi também a inscrição de disciplinas para o período 2017.1. Eu me inscrevi em 8 disciplinas, que totalizam 31 créditos, sendo o maior número de créditos que já puxei até agora no curso. Meu curso tem uma média de 25 créditos por período, e pode ser que eu tranque algumas disciplinas depois que eu sentir o ritmo das aulas. Nesse semestre começam disciplinas que envolvem mais especificamente o curso de Controle e estou curiosa pra descobrir o que essas disciplinas têm pra agregar. 

O que mais teve

Comecei o Low Poo, que é uma técnica de cuidar dos cabelos sem químicos fortes. Ainda estou aprendendo e mais pra frente devo escrever sobre o que estou achando da experiência. 
Nesse mês também foi a várias consultas pra fazer aquele check-up de rotina. Estou saudável, dizem os médicos.

Foi um mês cheio de coisas pra contar 💟😽

eleanor & park

postado em , por Michelly de Jesus Teixeira

Vi a indicação dos livros da Rainbow Rowell no Blog da Paula Cipriani, já faz um tempo. Lembro que pelo post me interessei nos livros, pareceu ser o tipo de leitura leve e lindinha para um fim de tarde desocupado. 

Escolhi começar por Eleanor & Park, por ser o mais lido e bem votado no skoob. Sou bem influenciada por notas. Coloquei o livro no Kindle e comecei a ler numa manhã de espera para ser atendida em um consultório. 
No início da leitura não gostei da história, principalmente porque o primeiro problema da personagem - Eleanor - era a frustração do primeiro dia aula na escola nova, que parecia ser o maior problema do mundo dela. Já vi isso em vários filmes e até livros americanos e sempre acho isso bem entendiante porque acho que nunca tive esse tipo de problema com escola, eu sempre ficava bem ansiosa pra começarem as aulas... Além disso, o Park pareceu um cara bem bacacão, muito ligado nas aparências das coisas e na opinião dos colegas do ônibus. 
Fiquei umas duas semanas sem pegar no livro de novo, mas em outro momento de espera peguei o livro novamente pra ver onde ia dar. Gostei! A história é sobre como esses dois esquisitões de mundos tão diferentes começam a se gostar até ficarem juntos. É tudo bem lindinho, mas bem triste e tenso também, porque a gente acaba descobrindo que a Eleanor tem problemas bem mais sérios do que se adequar à nova escola. Existe toda uma trama de violência e abuso que ela tem que enfrentar em casa todos os dias. Não é uma coisa que você espera num livro que promete ser fofinho, mas que com certeza deixou a história bem mais intensa. Park se torna o porto seguro dela em meio a todo o caos de sua família, e ele se sai muito bem nesse papel. Apesar de pisar na bola às vezes, ele vai aprendendo com seus erros e se torna um namorado bem nota 10. Eleanor também aprende bastante com ele, e acho que eles juntos são o casal nota 10, porque se gostam, se respeitam, e se apoiam. 💕
A leitura é bem curtinha, mas me fez refletir sobre várias coisas. Gostei sim, e recomendo! 

Abraços.

Li e Assisti: Agência de Investigações Holísticas Dirk Gently

postado em , por Michelly de Jesus Teixeira

Pra início de conversa:  vamos deixar claro que eu gosto de humor nerd e que meus comentários aqui estão alinhados a esse meu gosto, blz?, continuando: 
Capa do livro, editora Arqueiro.
Ano passado, navegando por um site de livros vi a sugestão desse título do Douglas Adams que eu ainda não conhecia. Logo resolvi acrescentar à minha lista de leitura porque gostei muito da série do Guia do Mochileiro das Galáxias, que ele também escreveu. Demorei um tempão para ler o livro, porque no começo a história demorou a engrenar: ele precisa introduzir os novos cenários e personagens aleatórios, e você demora a entender como eles se relacionam. 
Eu não tinha passado desse começo quando estreou no Netflix uma série de mesmo título. Nesse ponto eu ainda nem havia entendido pelo livro quem era o Dirk Gently, mas assisti o primeiro episódio da série e achei bem divertido e interessante pela aleatoriedade das coisas (e a interconexão entre elas), o que é muito a cara do Douglas Adams. Assisti toda a série e acabei o livro só mês passado.
A série é uma adaptação com roteiro escrito por Max Landis (não poderia ser do Douglas porque ele faleceu em 2001), e conta apenas com alguns elementos centrais do livro homônimo: Dirk Gently, acontecimentos improváveis, a interconexão fundamental de todas as coisas, um assassinato e viagens no tempo. Fora isso, a série e o livro são coisas totalmente diferentes e eu gostei bastante das duas. 
No livro, gostei de conhecer o Richard MacDuff, um engenheiro de computação com uma mente bastante aguçada para a matemática da vida e sua correspondência musical. As reflexões sobre música são bastante presentes nesse livro e senti o dedo do autor compartilhando seus sentimentos sobre a música e achei bem interessante (principalmente porque me relacionei bem com todos os argumentos apresentados, sendo  coisas que estudei bastante nesse período que passou na faculdade). Gostei também do professor Reg e das situações ambientadas na faculdade. O livro também tem uma pitada de tecnologia, paradoxos, probabilidades, e Schrödinger e aquela crítica às religiões e crenças que faz parte do estilo do Adams.
Todd e Dirk, na série da Netflix
Sobre o Dirk, no livro ele é um cara notável por 'perceber' algumas coisas antes de outros, mas é um sujeito chato, arrogante e que não para de falar. Ele entende de hipnose e tem uma pegada mais de detetive mesmo, no sentido de que faz mais correlações e observa coisas de modo a comprovar sua teoria. Na série, ele é bem mais fácil de se gostar: é um cara que tem dificuldade em ter amigos por causa de sua personalidade tão distinta, e que tem um gosto por roupas chamativas e carros extravagantes. Tudo que ele faz é por intuição e ele não parece ter ideia de onde a investigação vai parar, mas sempre confia que no final tudo vai ser resolvido. 
Os personagens da série também são ótimos: o Dirk tem um ajudante que não é lá muito notável inicialmente (Todd, interpretado pelo ator do Frodo, do Senhor dos Anéis), mas que apresenta sua colaboração no decorrer da série. Gosto mesmo é da irmã do ajudante: Amanda, que tem Pararibulitis, uma doença muito estranha. Além dela, minha favorita é a Bart: uma assassina holística que também trabalha a favor do universo e o papel dela parece ter uma simetria com o papel do Dirk na série. A Bart é uma personagem bem alheia à vida em sociedade e as descobertas que ela vai fazendo a respeito das coisas são bem hilárias. 
Sei que essa adaptação do livro não é a primeira, e já até fiz planos de assistir a versão da BBC, de 2010. Depois que eu ver, atualizo esse post com mais comentários.

Alguém aí já leu o livro ou viu a série? Comente e se conhecer mais coisas nesse estilo, pode me indicar também 😄

Escolhendo a Engenharia como Graduação

postado em , por Michelly de Jesus Teixeira

Estamos em época de SISU e me parece um bom momento para comentar melhor sobre a minha escolha para a graduação e, quem sabe, inspirar alguém ou espantá-lo de vez da área 😆, rs. Para quem não sabe, sou estudante de Engenharia de Controle e automação, atualmente na Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, mas antes disso já estudei 2 períodos desse mesmo curso no Instituto Federal de Mato Grosso.

Minha motivação para a área de exatas, na verdade posso dizer que minha motivação diretamente para a engenharia, já veio bem forte do ensino médio, no qual cursei em paralelo o técnico em eletrônica, pelo IFMT. Lá tive a oportunidade de conviver com vários professores engenheiros e essa inspiração não veio de considerá-los as pessoas mais legais do mundo ( na verdade, era mais o oposto: alguns professores tinham sérios problemas em lidar com pessoas), mas porque achei muito interessante ver as várias áreas em que eles poderiam atuar e entender melhor a influência da engenharia no nosso cotidiano.
De verdade, reflita um pouquinho: o que seria de nossa sociedade sem as engenheiras e engenheiros??? É claro que você pode parafrasear essa pergunta com professores, médicos e outras tantas profissões, mas eu consigo ver o peso da resposta para o caso da engenharia, e isso muito me agrada, porque significa que posso causar um impacto interessante na sociedade através da minha profissão.

Um curso desafiador

Sempre ouvi dizerem que engenharia é um curso bem difícil: tanto para conseguir uma vaga na faculdade quanto para concluir o curso. Hoje, com meus 3 anos de curso, posso afirmar que isso é verdade sim. Tem que gostar de matemática? Sim, isso ajuda muito, mas talvez nem precise gostar tanto, desde que você não tenha medo dela. As principais ferramentas de trabalho dos engenheiros envolvem algum nível de análise matemática, cálculos,e modelagem que não necessariamente  utilizam todas as integrais que aprendemos ao longo das várias disciplinas de cálculos, mas alguns dos conceitos com certeza estarão presentes.
Outro ponto importante de se comentar é sobre esse peso dos cálculos e físicas no currículo das engenharias no Brasil. No nosso sistema, normalmente estudamos 4 cálculos e 4 físicas no que chamamos de ciclo básico aqui na UFRJ. É uma abordagem bastante teórica, foca em muitos detalhes e é maçante para a maioria dos alunos - reprovações são bastante comuns nessas disciplinas, principalmente no início do curso, quando os alunos ainda estão se adaptando ao ritmo da faculdade.
Engenharia é um curso que vai te desafiar tanto no desempenho acadêmico quanto no emocional: é importante que você saiba lidar com os desapontamentos ao longo do caminho. De certa forma, faz todo o sentido: a(o) engenheira(o) é aquela(e) que está disposta(o) a resolver desafios e encontrar novas soluções e o estágio já começa bem cedo.

Por que a UFRJ?

No primeiro SISU, eu escolhi o IFMT como faculdade e era a minha única opção de fato na época.
Mas voltando à questão do ritmo da faculdade, bem, isso já é um bom argumento para justificar minha escolha. A Escola Politécnica da UFRJ é uma faculdade que exige muito de seus alunos e também oferece bastante oportunidades de atividades extracurriculares e de pesquisa. Nesse sentido, é natural que seus alunos saiam bem preparados e sejam bem aceitos no mercado de trabalho. Além disso, a história da Escola de Engenharia da UFRJ tem seu início no período em que o Brasil ainda era colônia de Portugal, ou seja, é uma faculdade de tradição. A UFRJ é a melhor faculdade de engenharia? Não, não é isso que estou tentando dizer, e na verdade eu poderia fazer várias críticas a seu sistema (o que é tema para outra hora). O que estou tentando dizer é que aqui sei que vou me formar me sentindo preparada para exercer a profissão, o que é algo que eu não poderia afirmar na outra faculdade, devido a várias questões estruturais do curso.

Por que Controle e Automação?

Isso veio do curso de eletrônica. Com o curso vi várias aplicações e gostei muito da parte de microcontroladores, automação residencial, e robôs de competição. Vi que a eletrônica sozinha não era o meu forte, mas essas aplicações me interessavam, e o curso de Controle e Automação é o que mais se aproxima dessas aplicações, dá uma olhada nesse diagrama da Wikipédia:
Concordo que é bem complicado escolher a sua especialização assim de início, porque é muito provável que você ainda não tenha a mínima ideia de que vai gostar do curso. Na UFRJ existe uma opção de entrar na Engenharia Ciclo Básico, de modo que você escolhe sua especialização depois de 2 anos de curso, mas isso nem sempre ajuda. Aqui temos 14 opções de curso da Poli, além dos cursos da Escola de Química.
Em alguns momentos eu já pensei bastante em mudar pra outros cursos: Engenharia Mecânica, que é super interessante!!! e Engenharia da Computação e Informação, que também é uma área que eu tenho bastante interesse e que parece mais confortável que Controle, mas acho que vou ficar no meu curso mesmo, porque também gosto bastante dele e dá pra ver um pouquinho da mecânica e computação em algumas disciplinas.

Como é a minha vida de universitária? 

Para estar perto da faculdade, eu moro em república, e morar assim é uma oportunidade legal pra aprender a fazer várias coisas sozinha, além aprender a conviver com outras pessoas e fazer amizades também. 
A maior parte do meu tempo durante a semana eu passo na faculdade mesmo, as aulas tem horários misturados entre os períodos da manhã e da tarde e, nos horários vagos sempre tem alguma atividade extra: já participei da Empresa Júnior de Engenharia - Fluxo Consultoria, que foi muito legal, também já fiz curso de inglês e de francês, e atualmente participo de projeto de pesquisa. 
Normalmente à noite a gente ainda tem que estudar mais um pouco e fazer os trabalhos. 
Finais de semana é uma coisa que você tem que administrar: dá pra passear, dormir, trabalhar, etc (desde que não seja em véspera de semana de provas, senão você só vai estudar mesmo). 

É isso que eu tinha pra dizer, e se alguém tiver alguma dúvida, pode deixar nos comentários ;) 

Abraços, e boa sorte com o SISU!

2016 na minha história

postado em , por Michelly de Jesus Teixeira

Já estamos na metade de Janeiro, mas eu precisava tirar um tempinho para refletir sobre o impacto que 2016 teve na minha vida. Apesar de todas as reviravoltas políticas e globais que tomaram espaço nesse ano, 2016 foi um ano pelo qual tenho muitos motivos de gratidão.


Na minha organização pessoal, a palavra do ano 2016 era "Equilíbrio" no sentido de que eu queria ocupar meu tempo de forma mais distribuída entre cada área e de forma mais leve. Não funcionou tão bem como o esperado, porque acabei acumulando muitas coisas pra fazer! Mas de qualquer forma, acho que o ano que passou foi um sucesso.

Fazer muitas coisas faz parte da minha vida, e eu só preciso aprender a ser mais sincera quanto às coisas que eu realmente quero fazer, ao invés de acumular coisas simplesmente por não saber me expressar corretamente em relação a elas.

Contando um pouquinho do que fiz, na faculdade esse ano tivemos praticamente 3 períodos, ainda por conta da greve em 2015. Foi cansativo, tivemos pouco tempo de férias e, ainda por cima, escolhi trabalhar nas Olimpíadas nas férias de agosto, mas isso é uma coisa da qual não me arrependo. O primeiro período foi bom: parecia que tudo iria muito bem depois que consegui passar em Cálculo III, mas o segundo período veio pra mostrar que não era assim tão fácil - foi um período bem deprimente, mas que também me ensinou umas lições importantes. O terceiro e último período, que só acabou agora, dia 09 de Janeiro, foi o melhor deles: foi o que obtive melhores resultados, fazendo mais coisas ao mesmo tempo.

Além disso, 2016 foi o ano em que participei do grupo de Engenharia de Software Experimental e observar as atividades dos mestrandos e doutorandos foi muito interessante. Me fez considerar bastante sobre seguir a carreira de pesquisadora - não é algo que eu já tenha decidido, mas com certeza é uma opção.

Quanto às disciplinas que cursei, gostei muito de Processos de Fabricação, em que aprendemos sobre como peças são fabricadas industrialmente e que técnicas são empregadas, tipos de materiais e outros aspectos. Essa disciplina fez eu me interessar mais um pouco pela engenharia mecânica. Depois dessa, também gostei muito de Linguagens de Programação, em que o professor abriu nossos olhos pras várias possibilidades que a engenharia de computação pode explorar na atualidade, foi muito legal e considerei mudar pra engenharia de computação mesmo, hehe. Do meu curso, a matéria mais legal foi Sinais e Sistemas, que é de fato a primeira matéria específica do meu curso. Com essa disciplina aprendemos sobre decomposição de sinais, modulação, compressão, transmissão, transformadas e foi muito legal. Calculo III e Estatística e Modelos Probabilísticos também foram boas disciplinas.

Esse também foi um ano de novas amizades, tanto na faculdade quanto na igreja e em casa também. Constatei que morar com as pessoas que te fazem bem é um dos maiores presentes da vida.

Na escala de me dar bem com o meu cabelo, esse ano fechou quase em 10: cuidei mais dos meus cachos, cortei, não alisei, tô contente com ele.

Sobre saúde, comecei o ano com uma dieta mara, porém tudo foi por água abaixo quando veio a páscoa e seus encantos... não estou muito fit na alimentação, mas fiz Zumba o ano todo 😀💃

Sobre organização, comecei a usar vários serviços: GuiaBolso, Evernote, Tick Tick. Parei de usar outros: Trello, Pocket, GuiaBolso. Tentei me manter na linha do GTD, mas acho que ainda não saí muito do horizonte 1. Um dos meus projetos pessoais era manter esse blog com regularidade, mas na hora do aperto, acabava ficando no fim da lista das prioridades.

Na igreja, passei a auxiliar o coral infanto-juvenil e junto com eles comecei a aprender a tocar flauta doce, achei isso bem legal.

Enfim, esse ano teve muito pontos marcantes na minha vida, alguns dos quais eu já tinha compartilhado aqui no Blog. A lista é grande e vai muito além desse post, mas condensei aqui os pontos que mostram o quanto tive um ano abençoado e como tenho muitos motivos pra agradecer a Deus por todo o que tem feito em minha vida.

Sinto que 2017 também vai ser um ano incrível e espero poder compartilhar mais aqui. 🎇

Um grande abraço!

Um lembrete pra durar

postado em , por Michelly de Jesus Teixeira

Escrevi esse post já tem 3 meses, mas demorei em organizar as fotos. Aqui estou contando a história da minha (primeira) tatuagem, que fiz no dia 29/08.
A vontade de ter uma tatuagem surgiu na minha vida em 2013, quando comecei a usar o pinterest e ver vários exemplos de tatuagens muito delicadas e fofas. Naquela época eu queria escrever 'always' no meu pulso pra me lembrar de Harry Potter da eternidade de Deus. Depois fiquei pensando que deveria escrever 'Believe' pra lembrar de Glee pensar em acreditar em mim mesma, nos meus sonhos etc e dar aquele Up na auto-estima, talvez.
Nesse ínterim, pensei várias vezes sobre isso, e cheguei até a esquecer da ideia. Foi só em 2014, pós crises de ansiedade e tratamento, que relembrei disso e pensei que deveria escrever breath, por ser a ideia de âncora da meditação e de manter a atenção plena. Já esse ano a ideia foi crescendo e comecei com a mania de ficar desenhando de caneta no braço, hahaha. Que alegria que dava, minhas tattoos ficavam tão bonitinhas!!! hahaha 
Com os meus testes percebi que deveria escrever em português mesmo - 'respire' - porque afinal português é minha língua maternal, e porque minha tatuagem não tem que ser globalizada, tem que ter primeiro o sentido pra mim. Descobri que queria algum desenho que desse a ideia de leveza,  então escolhi uma flecha porque tenho mania de desenhar na minha agenda tem um significado bem legal, de atingir o alvo, ter foco. Também li em algum lugar que uma flecha no arco sempre tem que ser puxada para trás antes de alcançar lugares mais distantes. Gostei da metáfora, me faz pensar que momentos difíceis da vida precedem momentos de conquista, de superação, o que tem tudo a ver com o que eu queria lembrar, que é sobre sair dessa bad que é a ansiedade - e foi assim que surgiu esse desenho:
É simples, e tem significado pra mim :)
Sobre as mil coisas que ponderei antes de decidir que ia fazer, a principal delas foi a opinião das outras pessoas, uma vez que a ideia de cristãos tatuados é um assunto polêmico na igreja. Imaginar os irmãos da igreja me criticando e eu sendo disciplinada jogada na fogueira me dava um medindo, e mais ansiedade, mas orei, conversei com outras pessoas da igreja que já fizeram, me informei (indico esses vídeos o pastor Augustus Nicodemos falando do assunto e do Jefferson Bethiski) e vi que devia deixar desses medos de lado.
Quem me tatuou foi o Alfredo do Studio 13, que a Lu me indicou.