Li e Assisti: Agência de Investigações Holísticas Dirk Gently

postado em , por Michelly de Jesus Teixeira, Nenhum Comentário

Pra início de conversa:  vamos deixar claro que eu gosto de humor nerd e que meus comentários aqui estão alinhados a esse meu gosto, blz?, continuando: 
Capa do livro, editora Arqueiro.
Ano passado, navegando por um site de livros vi a sugestão desse título do Douglas Adams que eu ainda não conhecia. Logo resolvi acrescentar à minha lista de leitura porque gostei muito da série do Guia do Mochileiro das Galáxias, que ele também escreveu. Demorei um tempão para ler o livro, porque no começo a história demorou a engrenar: ele precisa introduzir os novos cenários e personagens aleatórios, e você demora a entender como eles se relacionam. 
Eu não tinha passado desse começo quando estreou no Netflix uma série de mesmo título. Nesse ponto eu ainda nem havia entendido pelo livro quem era o Dirk Gently, mas assisti o primeiro episódio da série e achei bem divertido e interessante pela aleatoriedade das coisas (e a interconexão entre elas), o que é muito a cara do Douglas Adams. Assisti toda a série e acabei o livro só mês passado.
A série é uma adaptação com roteiro escrito por Max Landis (não poderia ser do Douglas porque ele faleceu em 2001), e conta apenas com alguns elementos centrais do livro homônimo: Dirk Gently, acontecimentos improváveis, a interconexão fundamental de todas as coisas, um assassinato e viagens no tempo. Fora isso, a série e o livro são coisas totalmente diferentes e eu gostei bastante das duas. 
No livro, gostei de conhecer o Richard MacDuff, um engenheiro de computação com uma mente bastante aguçada para a matemática da vida e sua correspondência musical. As reflexões sobre música são bastante presentes nesse livro e senti o dedo do autor compartilhando seus sentimentos sobre a música e achei bem interessante (principalmente porque me relacionei bem com todos os argumentos apresentados, sendo  coisas que estudei bastante nesse período que passou na faculdade). Gostei também do professor Reg e das situações ambientadas na faculdade. O livro também tem uma pitada de tecnologia, paradoxos, probabilidades, e Schrödinger e aquela crítica às religiões e crenças que faz parte do estilo do Adams.
Todd e Dirk, na série da Netflix
Sobre o Dirk, no livro ele é um cara notável por 'perceber' algumas coisas antes de outros, mas é um sujeito chato, arrogante e que não para de falar. Ele entende de hipnose e tem uma pegada mais de detetive mesmo, no sentido de que faz mais correlações e observa coisas de modo a comprovar sua teoria. Na série, ele é bem mais fácil de se gostar: é um cara que tem dificuldade em ter amigos por causa de sua personalidade tão distinta, e que tem um gosto por roupas chamativas e carros extravagantes. Tudo que ele faz é por intuição e ele não parece ter ideia de onde a investigação vai parar, mas sempre confia que no final tudo vai ser resolvido. 
Os personagens da série também são ótimos: o Dirk tem um ajudante que não é lá muito notável inicialmente (Todd, interpretado pelo ator do Frodo, do Senhor dos Anéis), mas que apresenta sua colaboração no decorrer da série. Gosto mesmo é da irmã do ajudante: Amanda, que tem Pararibulitis, uma doença muito estranha. Além dela, minha favorita é a Bart: uma assassina holística que também trabalha a favor do universo e o papel dela parece ter uma simetria com o papel do Dirk na série. A Bart é uma personagem bem alheia à vida em sociedade e as descobertas que ela vai fazendo a respeito das coisas são bem hilárias. 
Sei que essa adaptação do livro não é a primeira, e já até fiz planos de assistir a versão da BBC, de 2010. Depois que eu ver, atualizo esse post com mais comentários.

Alguém aí já leu o livro ou viu a série? Comente e se conhecer mais coisas nesse estilo, pode me indicar também 😄

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